Às vésperas do Japão entrar no quarto estado de emergência em razão da pandemia do coronavírus, os atletas que chegam ao país para a disputa da Olimpíada de Tóquio-2020 estão precisando encarar adversários ainda mais complicados do que seus rivais na disputa de medalhas. Os testes contra Covid-19, parte obrigatório dos protocolos de segurança criados pelo comitê organizador dos Jogos, prometem trazer fortes emoções.
O motivo é simples: os testes PCR não são infalíveis e casos de falsos positivos (ou negativos, é obvio), poderão causar transtornos em quem deveria estar preocupado apenas em competir.
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Foi o que aconteceu com um atleta da natação da Lituânia, que não teve sua identidade revelada. Após chegar ao Aeroporto de Haneda, em Tóquio, e ser liberado com o resultado negativo na quarta-feira (7), teve um novo teste de antígeno de saliva realizado na sexta-feira (9) com resultado positivo.
Não é preciso ser muito perspicaz para imaginar o pânico que causou dentro da equipe, que faz aclimatação na cidade de Hiratsuka. O nadador treinava ao lado de outros companheiros, que poderiam ter sido infectados também. Outros dois testes foram realizados e ambos com resultado negativo. Susto superado, o nadador lituano de 30 anos foi liberado para treinar normalmente.
A mesma sorte não tiveram dois integrantes do time de boxe de Uganda, um integrante da delegação de Israel e um remador da Sérvia, que tiveram resultado positivo ao chegar ao aeroporto e se encontram isolados.
Durante os Jogos de Tóquio-2020, serão realizados um total de 80 mil testes de Covid-19 nos atletas e outros envolvidos no evento. A testagem aos atletas será diária.
Imagina se um teste “inconclusivo” destes aparecer para alguma das estrelas olímpicas e depois vier um negativo como contraprova? Haja emoção, amigo, como diria o grande Galvão Bueno.