Este sábado (1º) será especial para a mineira Núbia Soares. Após passar um 2019 marcado por lesões, que a tiraram do Pan-Americano de Lima-2019 e do Mundial do Qatar, a saltadora de triplo, que agora representa o Barcelona, fará mais uma apresentação na temporada indoor (pista coberta) do atletismo. Em Valencia, ela participará do Campeonato da Espanha de clubes da modalidade.
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No dia 20 de janeiro, Núbia já havia estado em ação, competindo pela Copa da Federação Espanhola. Alcançou 13,57 m, marca modesta para quem já cravou 14,69 m como recorde pessoal ao ar livre no salto triplo.
Independentemente do resultado, só o fato de Núbia Soares estar competindo já é a melhor notícia que o atletismo brasileiro poderia ter neste começo de ano olímpico, a menos de seis meses para a Olimpíada de Tóquio-2020. Simplesmente porque com ela está uma das melhores chances de medalha do atletismo brasileiro. Bom lembrar que ela ainda não tem índice olímpico.
O potencial da mineira de Lagoa da Prata é enorme. Terceira do ranking mundial do triplo na temporada 2018, ela se redescobriu após seu autoexílio na Espanha. A distância foi necessária para buscar novas opções com o fim da equipe BM&F, na qual ela competia, e superar o trauma da morte de seu antigo técnico, Aristides Junqueira, o Tide, no começo daquele ano.
Treinador campeão olímpico
Na cidade de Guadalajara (ESP), Núbia passou a treinar sob a batuta de Ivan Pedroso. O cubano é uma das lendas do salto triplo, tendo sido campeão olímpico em Sydney-2000 e quatro vezes campeão mundial.
Com um mês de trabalho juntos, a brasileira emplacou um salto de 14,59 m em Cochabamba (BOL), nos Jogos Sul-Americanos de 2018, até então o melhor resultado da vida. Um mês depois, melhorou a marca, alcançando 14,69 m, seu melhor resultado pessoal.
Quando se esperava que 2019 fosse o ano da consagração, Núbia Soares teve um sério problema no Tendão de Aquiles, que praticamente a deixou fora das pistas o ano todo.
Chegar bem e saudável para o ano mais importante de sua carreira já é um grande presente para Núbia. O maior prêmio, porém, pode estar reservado para julho, em Tóquio. Potencial e talento para isso, ela tem.
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