A esgrima é um dos esportes mais tradicionais do programa olímpico moderno, bem como o esporte praticado por Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) e campeão olímpico no florete por equipes em Montréal 1976. Além disso, a esgrima participou de todas edições dos Jogos Olímpicos desde Atenas 1896. Apesar de toda a história, o Brasil busca em Paris-2024 uma medalha no esporte. As apostas do país recaem principalmente com Nathalie Moellhausen, campeã mundial em 2019, para subir ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Além dela, outros brasileiros igualmente buscam a classificação olímpica.
Ficha Técnica
Atletas: 212
Eventos: 12
Vagas Preenchidas: 33
Países Classificados: 7
Atletas Convocados: 0
Alocação das Vagas: para o Comitê Olímpico Nacional
Última atualização do Guia Olímpico: 16/01/2024 (versão 3)
Classificação Olímpica da Esgrima em Paris-2024
Pela segunda vez consecutiva, haverá a disputa de 12 eventos na esgrima olímpica, decretando finalmente o rodízio de armas dentre as provas por equipes. Mas isso significa, novamente, uma redução na composição da equipe, composta por apenas três atletas. A classificação novamente virá prioritariamente pelo ranking mundial de 01 de abril de 2024, mas também haverá pré-olímpicos para as disputas individuais, além de vagas por universalidade.
Primeiramente, a esgrima é dividida em três armas: espada, florete e sabre, sendo que cada uma das modalidades tem quatro disputas de ouro: no masculino, feminino, individual e por equipes. Ademais, em todas elas, a classificação por equipe tem prioridade. Serão oito países classificados em cada uma das seis competições, no seguinte formato: os quatro primeiros países por ranking, e os quatro melhores das zonas continentais da Federação Internacional de Esgrima: África; Américas; Ásia-Oceania; e Europa, desde que estejam no top16. Em caso negativo, então, o melhor país não classificado assume a vaga, independentemente do continente.
Cada um desses países garante, não só a participação no torneio por equipes, mas também três vagas no torneio individual respectivo. Serão, portanto, 24 atletas pré-classificados dessa forma. Além disso, em cada uma das provas, mais 6 atletas se garantem pelo ranking: 2 da Europa, 2 da Ásia/Oceania, 1 das Américas e 1 da África, sempre de países que não estão classificados no torneio por equipes. Finalmente, um torneio pré-olímpico será disputado em cada um dos zonais para a definição das últimas 4 vagas de cada arma. Porém, cada país poderá inscrever apenas um atleta em modalidades que não estejam já classificados. As datas e locais dos pré-olímpicos serão divulgadas posteriormente.
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Finalmente, além das 204 vagas conquistadas pelos esgrimistas pelo ranking e torneios pré-olímpicos, outras oito vagas serão distribuídas pela Federação Internacional de Esgrima. Duas serão pela Universalidade, uma no feminino e outra no masculino, sendo assim distribuídas pela Comissão Tripartite. Bem como outras seis vagas estão reservadas para a França, como país-sede. Ao fim da definição por ranking, a França poderá alocar mais seis atletas, desde que não ultrapasse o limite de três por prova. Deste modo, a França poderá também se inscrever em um torneio por equipe, desde que tenha três atletas competindo, provocando uma chave com nove equipes.
Porém, é importante salientar que a França é um país muito forte em todas armas, tendo chances inclusive de classificar diretamente 24 atletas. Portanto, se ela não precisar usar algumas ou todas vagas a que tem direito, elas serão realocadas para a Universalidade. Em conclusão, nenhuma chave individual poderá ter mais de 37 atletas.
Chances Brasileiras
Antes de mais nada, o Brasil tem atualmente chances remotas de classificação por equipes, mas apenas no florete masculino A equipe brasileira precisa ir muito bem no último torneio do ranking olímpico para enfim atravessar o Canadá. Porém, nas classificações individuais, atualmente o Brasil teria 2 vagas (florete masculino, espada feminina) além de ser cabeça 1 no pré-olímpico de florete e sabre feminino.
Atual número 4 do mundo no ranking da espada, Nathalie Moellhausen não só é uma das favoritas para carimbar sua vaga, mas também para subir ao pódio. Moradora de Paris, foi no mesmo Grand Palais que Nathalie levou medalha de bronze no Mundial de 2010, além de ter dirigido a cerimônia de abertura do evento. Ela busca, portanto, retornar ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris, desta vez representando o Brasil. Além dela, Guilherme Toldo, do florete masculino, também possui ampla bagagem no circuito internacional, ocupando nesse ínterim o top10 do ranking internacional.
Além dessas modalidades em que o Brasil é favorito, atualmente o país chegou a ter uma vaga olímpica provisória no florete feminino, com Mariana Pistoia. Com Canadá e EUA praticamente assegurados na disputa por equipes, atletas desses países não disputam portanto a vaga individual. Mas nos últimos torneios, a chilena Arantza Inostroza ultrapassou Mariana Pistoia. Além delas, Ana Beatriz Bulcão também está bem posicionada no ranking e busca uma vaga.
Jovens promessas da esgrima brasileira buscam vaga
Já no sabre feminino, Karina Trois e Luana Pekelman estão na briga por uma vaga direta, mas a canadense Pamela Brind’Amour disparou no ranking após o pan-americano. A torcida é que os EUA entrem no top4 liberando portanto a vaga continental por equipes para o Canadá.
Por fim, as chances do Brasil conseguir vaga por ranking na espada e sabre masculino são pequenas. Porém, Alexandre Camargo (61º do mundo) e Bruno Pekelman (99º), atualmente os melhores do país na espada e sabre masculinos, certamente terão suas chances no pré-olímpico continental.
Vagas em Disputa
Espada feminina – equipes (0/8)
Mundo – 4 vagas
África- 1 vaga
Américas- 1 vaga
Ásia- 1 vaga
Europa- 1 vaga
Espada feminina individual (0/34)
Equipes- 24 atletas
África ranking- 1 atleta
Américas ranking- 1 atleta
Ásia/oceania ranking- 2 atletas
Europa- ranking- 2 atletas
África pré-olímpico- 1 atleta
Américas pré-olímpico- 1 atleta
Ásia/oceania pré-olímpico- 1 atleta
Europa- pré-olímpico- 1 atleta
País-Sede/Universalidade- 8 vagas através de todos eventos
Florete feminino – equipes (6/8)
Mundo – Itália (3), França (3), EUA (3), Japão (3)
África- 1 vaga
Américas- , Canadá (3)
Ásia- China (3)
Europa- 1 vaga
Florete feminino individual (18/34)
Equipes- 24 atletas
África ranking- 1 atleta
Américas ranking- 1 atleta
Ásia/oceania ranking- 2 atletas
Europa- ranking- 2 atletas
África pré-olímpico- 1 atleta
Américas pré-olímpico- 1 atleta
Ásia/oceania pré-olímpico- 1 atleta
Europa- pré-olímpico- 1 atleta
País-Sede/Universalidade- 8 vagas através de todos eventos
Sabre feminino – equipes (0/8)
Mundo – 4 vagas
África- 1 vaga
Américas- 1 vaga
Ásia- 1 vaga
Europa- 1 vaga
Sabre feminino individual (0/34)
Equipes- 24 atletas
África ranking- 1 atleta
Américas ranking- 1 atleta
Ásia/oceania ranking- 2 atletas
Europa- ranking- 2 atletas
África pré-olímpico- 1 atleta
Américas pré-olímpico- 1 atleta
Ásia/oceania pré-olímpico- 1 atleta
Europa- pré-olímpico- 1 atleta
País-Sede/Universalidade- 8 vagas através de todos eventos
Espada masculina – equipes (0/8)
Mundo – 4 vagas
África- 1 vaga
Américas- 1 vaga
Ásia- 1 vaga
Europa- 1 vaga
Espada masculino individual (0/34)
Equipes- 24 atletas
África ranking- 1 atleta
Américas ranking- 1 atleta
Ásia/oceania ranking- 2 atletas
Europa- ranking- 2 atletas
África pré-olímpico- 1 atleta
Américas pré-olímpico- 1 atleta
Ásia/oceania pré-olímpico- 1 atleta
Europa- pré-olímpico- 1 atleta
País-Sede/Universalidade- 8 vagas através de todos eventos
Florete masculino – equipes (5/8)
Mundo – Japão (3), EUA (3), Itália (3), França (3)
África- Egito (3)
Américas- 1 vaga
Ásia- 1 vaga
Europa- 1 vaga
Florete masculino individual (15/34)
Equipes- 24 atletas
África ranking- 1 atleta
Américas ranking- 1 atleta
Ásia/oceania ranking- 2 atletas
Europa- ranking- 2 atletas
África pré-olímpico- 1 atleta
Américas pré-olímpico- 1 atleta
Ásia/oceania pré-olímpico- 1 atleta
Europa- pré-olímpico- 1 atleta
País-Sede/Universalidade- 8 vagas através de todos eventos
Sabre masculino – equipes (0/8)
Mundo – 4 vagas
África- 1 vaga
Américas- 1 vaga
Ásia- 1 vaga
Europa- 1 vaga
Sabre masculino individual (0/34)
Equipes- 24 atletas
África ranking- 1 atleta
Américas ranking- 1 atleta
Ásia/oceania ranking- 2 atletas
Europa- ranking- 2 atletas
África pré-olímpico- 1 atleta
Américas pré-olímpico- 1 atleta
Ásia/oceania pré-olímpico- 1 atleta
Europa- pré-olímpico- 1 atleta
País-Sede/Universalidade- 8 vagas através de todos eventos
Formato da Competição
Em Breve.
Programação dos Jogos Olímpicos – Esgrima em Paris 2024
Em Breve.
Local de Disputa da Esgrima nos Jogos Olímpicos de Paris
Grand Palais
Um dos prédios mais icônicos de Paris, o Grand Palais será sede não só da esgrima, mas também do taekwondo durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Além disso, receberá as provas da esgrima em cadeira de rodas e do parataekwondo durante os Jogos Paralímpicos.
O local receberá 8 mil espectadores durante os Jogos Olímpicos, mas terá capacidade de 6.500 durante os Jogos Paralímpicos. O prédio foi construído para a Exposição Universal de 1900 e recebeu várias exposições de arte durante sua história, além de competições esportivas, bem como o Mundial de Esgrima em 2010. Inclusive, foi nesta edição que Nathalie Moellhausen não só foi medalhista de bronze pela Itália, mas também dirigiu a cerimônia de abertura. Atualmente, o Grand Palais passa por obras de reparo em preparo para Paris-2024. Após os Jogos, finalmente reabrirá para o público no fim de 2025.
A estação de metrô mais próxima do Grand Palais é Franklin D. Roosevelt, na linha 1 e 9. De acordo com o comitê organizador, a linha 9 espera um grande número de passageiros durante os Jogos. Além disso, estações próximas como Champs-Élysées-Clemenceau, Concorde e Tuileries estarão fechadas durante os Jogos.