Depois de ser medalhista de bronze no Pan de Santiago, 2024 foi o ano de Gustavo Batista de Oliveira, ou melhor, de Gustavo “Bala Loka”. Principal nome do BMX Freestyle no Brasil, Bala Loka teve temporada de pioneirismos e marcos promissores.
+ SIGA O OTD NO YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK, FACEBOOK E BLUESKY
- Ano de boas notícias e conquistas inéditas para o triatlo brasileiro
- Feitos de Gustavo Bala Loka são os destaques do BMX Freestyle em 2024
- Perda da hegemonia na Paralimpíada marca ano do futebol de cegos
- Pedido de despejo pode tirar Bauru Basket do Panela de Pressão
- Kamilla Cardoso joga bem, mas Shanghai perde na WCBA
Passaporte carimbado
A vaga de Gustavo para os Jogos Olímpicos veio pelo pré-olímpico, em junho, faltando pouco mais de um mês para o início do evento. Em torneio qualificatório dividido em duas etapas, Bala Loka conquistou uma das seis vagas que a seletiva oferecia.
Em Shangai, na China, terminou na oitava colocação, somando 33 pontos no ranking. O que classificou o brasileiro foi o desempenho em Budapeste, na etapa decisiva, onde ficou a 0.15 do pódio e somou mais 38 pontos.
Com a pontuação máxima sendo 100 pontos, Gustavo chegou aos 71, empatado com o americano Justin Dowell e o croata Marin Rantes. Os três dividiram a quarta colocação e garantiram a vaga em Paris.
Resultado inédito
Nos jogos, Bala Loka fez história. Após se classificar para a final com a 8ª melhor média, Gustavo ainda conseguiu melhorar seu resultado na decisão.
Em sua primeira tentativa, nota de 90.20 deixou o brasileiro na quarta colocação parcial, pertinho da disputa por medalhas. Na segunda, sabendo do alto nível da competição, Gustavo foi para o tudo ou nada. Mais uma volta perfeita, mas com nota menor – 88.88, que o deixou mais distante do pódio.
Mesmo assim, terminou a competição com o inédito 6º lugar, o melhor da história do país. Ouro foi para outro sul-americano, o argentino José Torres Gil, com quem Gustavo dividiu o pódio em Santiago, ano passado.
Revelação
Aos 21 anos, Gustavo encerrou a temporada com o reconhecimento de seus resultados promissores, sendo indicado na categoria Atleta Revelação do Prêmio Brasil Olímpico, ao lado de Raicca Ventura, do skate park, e Mafe Costa, da natação.
Os três estreantes de Paris disputaram o troféu por meio de voto popular, vencido por Gustavo, que desbancou a campeã mundial Raicca.
Para fechar a cerimônia, Gustavo levou mais um troféu para casa: o de melhor atleta do Ciclismo BMX Freestyle.
Lesão como ponto baixo
Após os jogos, Gustavo teve que conviver com uma lesão. Em agosto, durante um treinamento, acabou sofrendo uma fratura no cotovelo direito que o forçou a passar por cirurgia.
Um mês e meio fora das pistas, voltou pouco antes do Mundial de Abu Dhabi, onde sofreu com as limitações pós lesão. Ainda com uma placa no cotovelo, Gustavo acabou parando na semifinal, na 14ª colocação.
Você deve estar logado para postar uma comentário Login