O Conselho da ICF (Federação Internacional de Canoagem) realizou uma votação para propor ao COI (Comitê Olímpico Internacional) a inclusão da modalidade de canoagem slalom extreme, masculino e feminino, no programa de Paris-2024.
Segundo a entidade, a inclusão da nova disciplina no cronograma olímpico não exigiria nenhuma cota extra de atletas. Isso porque muitos dos competidores de canoagem slalom também disputam a competição de extreme.
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Como o COI já indicou que nenhum novo evento de medalha será adicionado ao programa de Paris-2024, a ICF votou por uma proposta para transferir duas medalhas da canoagem velocidade para a canoagem slalom extreme.
“Essa decisão permite que a ICF mantenha seus pontos fortes e, ao mesmo tempo, traga inovação e diversidade ao programa olímpico de 2024. É rápido, popular entre atletas e espectadores e tem uma ótima repercussão na televisão. Ele se encaixa perfeitamente no briefing do COI para apresentar novos eventos carregados de adrenalina que atraem o público mais jovem”, destacou o presidente da entidade, José Perurena.
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Assim, a entidade agora examinará as opções em relação ao programa olímpico de canoagem velocidade. Se a nova proposta da canoagem slalom extreme for aceita pelo COI, serão dez medalhas para a velocidade e seis para slalom em 2024.
Por fim, vale lembrar ainda que a canoagem slalom extremo é uma disciplina relativamente nova, mas seu formato atraiu novos fãs. A prova conta com uma corrida simultânea de dois a quatro atletas, que largam de uma rampa suspensa. Quem concluiu primeiro o percuso, vence. Inclusive, em uma das etapas da Copa do Mundo deste ano, Pepê Gonçalves conquistou o ouro na modalidade.